Inspiração

A Esperança é dos Portugueses

A esperança reside no espaço interior de cada pessoa, mas é reflectida na sua forma de estar na vida.

Recentemente, a esperança foi sendo substituída por dúvidas, medos e inseguranças, motivadas por rajadas que fustigaram sonhos e expectativas.

O mundo viu-se a braços com uma realidade imprevisível, que surge perante nós como uma onda tsunâmica, avassaladora, que, à sua passagem derruba tudo aquilo sobre o qual construímos o existir.

Este tsunami traça um caminho, que na verdade é conduzido pela humanidade (através do contágio), tornando-nos assim co-criadores do fatalismo com que nos rodeia.

Devemos, por isso, nós mesmos, demonstrar-lhe que não nos dominará. Para isso, teremos que apelar ao melhor que há em nós.

A Esperança é dos Portugueses

Os portugueses foram, desde sempre, capazes de agir perante qualquer ameaça, de desbravar descobertas onde outros ainda não se aventuravam, dando-lhes sentido e determinação.  Nigel Cliff no seu livro Guerra Santa, propõe uma reinterpretação das viagens pioneiras de Vasco da Gama, como um ponto de viragem, em séculos de confrontos entre civilizações. Este autor afirmou numa entrevista recente, que “a epopeia portuguesa é um ponto de honra para o seu povo”.

Na nossa história, não deixámos que os reveses nos tolhessem a acção e agimos para recuperar a nossa força e assumirmos a nossa determinação. A esperança nunca nos abandonou, e fez de nós um país a caminho dos 1000 anos de história.

A onda de solidariedade que temos vindo a criar, em tempo de coronavírus, mostra como continuamos despertos e ávidos da nossa força, dar um sentido orientado às nossas acções e transformar o que parece perdido, em novas possibilidades.

Isto é motivação e determinação catalisadas pela esperança. A esperança impulsiona e faz-nos agir positivamente.

Sentir esperança alimenta-nos o espírito. Acalma as inseguranças e medos para novas oportunidades.

Desenvolve a proximidade e fortalece o apoio humano e a criação de redes de solidariedade.

Quando sentimos esperança, tornamo-nos mais próximos e estamos mais despertos para criarmos entreajuda. E isso faz de nós pessoas capazes de encontrar novas soluções.

A esperança é um espaço interior de conquista, que devemos alimentar de forma constante.

Para conseguir esse alimento de que a esperança carece, selecione diariamente:

  • algum tempo à alegria, ao riso.
  • identifique o que lhe trás conforto, quando se sente mais em baixo.
  • tenha consciência da sua esperança e reforce-a.

Estas três práticas diárias, recordam-lhe as coisas boas e ajudam a desvalorizar o pior.

Além disso, o facto de procurar actividades para as praticar, dá-lhe ânimo e aumenta a sua vitalidade.

E a sua vitalidade é fundamental para se manter afastado dos outros, e com isso, não contrair nem ser portador deste tsunami, o vírus, que lhe trará a dor e o desconforto que a todo o custo quer evitar.

A Esperança é dos Portugueses

Lembre-se que é português e portador da esperança. E os portugueses fazem o que deve ser feito para preservar a vida de todos!